28/04/2006 21:58
Platão, por que fui sair da caverna?
Ultimamente não tenho tido tempo para pensar sobre muitas coisas que pensava faz um ano e meio atrás. Bem... na verdade ainda penso, mas sob um viés diferente. Estou imerso num oceano de História, recebendo injeções diárias de ciências políticas e um pouco de filosofia.
É estranho... Estudar, conhecer novos pensadores, novos modos de enxergar a realidade é fascinante, mas talvez violente de tal modo minha personalidade a tal ponto que não me reconheço mais no espelho.
Afinal, o "modo de pensar politizado" é somente mais um "modo de pensar", não O MODO DE PENSAR. Não me sinto como quem encontra a luz no meio da escuridão e sim como alguém que desliga uma luz e acende outra em outro lugar, com outra intensidade e outra cor.
Terei eu deixado de ser quem fui? Isso não é novodade, o problema é onde isso vai me levar. O mundo subjetivo é mais profundo e dá mais espaço para a poética. O mundo "realista" (não estou dizendo real) é mais violento, regido pela lei da selva.
Não é uma questão de querer fechar os olhos... Mas talvez o ignorante tenha uma vida mais simples e mais tranquila.
De que vale a infinitude do conhecimento??? Infinute de questionamentos, infinitude de revoltas, infinitude de desilusão, infinitude de dor...
Diz-se que conhecimento é luz e ignorância é escuridão. O povo diz que "o pior cego é aquele que não quer ver". Eu digo: ele não quer ver porque não quer ficar cego.
enviada por Turner
Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)
|